Sunday, November 23rd, 2008

Aurora Boreal - X

Olá... há quanto tempo...

 

Bem este é o último capítulo desta Fic. Não sei se vão gostar:S

 

Quero agradecer a tds as pessoas que comentaram desde o início:D

 

Foram fantásticos! Obrigado

 

 

 

 

 

 

The End

 

         Acabei.

         Finalmente, consegui colocar um ponto final nesta história inconcebível, neste conto amaldiçoado pelas Trevas. Escrevi durante demasiados anos num diário esquecido pelos Homens, num conjunto de folhas lançadas ao acaso num espaço, exageradamente, grande para poder ser encontrado.

         O tempo acabou por parar, de facto. Estacou. E, com ele estacou também, a minha vida. As minhas pernas retomaram caminho mas, o meu coração paralisou naquela noite maldita em que o conheci. Desde então, a nossa ligação foi quebrada. O elo que nos ligava desapareceu.

         Os meus cabelos brancos são a única prova que possuo, a prova que me indica que os anos estão a passar e que não tarda muito, abandono este mundo ingrato.

 

         O Bill... Nunca mais ouvi o seu nome. A sua musa inspiradora deixou de lhe fornecer notas afinadas e o seu nome morreu tão depressa como nasceu.

 

 

 

 

 


Written by Rachel às 03:03 pm
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Friday, November 7th, 2008

Aurora Boreal - IX

Perdoem-me por nao andar a escrever! mas nao tenho tido nem vontade, nem tempo, nem inspiracao...

 

Obrigado pelos comentarios, de verdade:D

 

Missed

 

A solidão ocupou o meu corpo, a minha mente, o meu espaço e o meu pequeno conto de fadas. Acordei sozinha, desamparada e despida de qualquer sentimento.

Percorri as paredes brancas do apartamento com os meus dedos frouxos. Senti um frio mórbido penetrar a minha pele gelidamente petrificada.

Que mais?!

O anjo diabólico que me conservara a vida acabou de me roubar mais um fragmento da minha alma despedaçada. Sinto um buraco profundamente dilacerante no lugar do coração.

Preciso de me sentar.

O ar torna-se pesado. Custa respirar. O simples acto de inspirar e expirar revela-se uma tarefa árdua e demasiado difícil de praticar.

As minhas pernas tremem, ou será o meu cérebro? Não tenho a certeza. Não importa. Já nada mais importa.

A minha alma esvai-se em fumo, a pouco e pouco, converte-se em pequenas partículas insignificantes que deixam de ter valor para quem quer que seja.

O tempo pára.

Deixa de existir passado, presente e jamais o futuro.

 


Written by Rachel às 10:20 pm
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