Well, este foi um longo para mim. Aconteceram muitas coisas. Umas mudaram para pior outras para mehor. Queria que soubessem que esta é das únicas partes de mim em que me orgulho bastante do que faço e parte disso é graças a voçês e aos vossos comentários. Quero agradecer-vos e desejar-vos a todos um Feliz 2009 :D.
Para ti Jealous.
Supostamente este iria ser o útimo capítulo, mas parece-me que seja apenas o penúltimo.
Donatella foi aprendendo, ao longo de toda a sua curta existência, a abandonar a esperança de poder contar com as pessoas que amava. Sempre que alguém entrava na sua vida miserável, deixava mais do que um rasto de dor, deixava um vazio irreparável, deixava uma sede insaciável de carinho e atenção.
O extenso muro que camuflava os meus sentimentos parecia completa e absolutamente intransponível, até Edward aparecer na minha vida como uma flecha afogueada. Ele derretera o ice berg que rodeava o meu coração, ele transformara a escuridão em que os meus dias se haviam tornado no mais belo e brilhante dos arco-íris. Nada jamais me havia destruído como aquele ser mítico e encantado. Como poderia eu lutar contra o invencível? Como poderia resistir ao irresistível? Como poderia não magoar as duas pessoas que mais me importavam no mundo, quando elas me queriam roubar a única razão que tinha para continuar a respirar segundo após segundo?
Os acontecimentos atropelaram-se uns aos outros como se de uma torrente de água num rio se tratasse. Ao início, o orgulho de Debora não lhe permitiu demonstrar o que sentia verdadeiramente. Ficando apenas uma disputa aberta entre mim e Diva. Eu nunca iria começar uma guerra, entre alguém que me fosse querido, de ânimo leve. Pensara e repensara em todos as consequências dos meus actos, mas os meus sentimentos por Edward eram algo que me ultrapassava.
A minha irmã loira e apetitosa não despertava grande interesse em Edward. Podia afirmar que ele era demasiado culto e sentimental para se preocupar com as horas que ela gastava no ginásio ou com a exuberância de dinheiro que despendia sempre que punha os pés num centro comercial. O que até certo ponto me facilitava as coisas.
Começámos a sair juntos. Jantávamos em magníficos restaurantes de Gourmet, partilhávamos alguns dos nossos serões no meu apartamento e assistíamos às mais cativantes peças de teatro. Depois veio a gota de água, anunciámos a nossa ida de férias, de uma semana, a Londres. Foi o desastroso, foi o desabamento dos últimos pilares que ainda suportavam o que restava da nossa família.
Debora sofria num silêncio reprimido que me agoniava o estômago. As palavras de Diva haviam-se tornado intoleráveis. E, o meu pobre Dimitri desesperava pelo nosso futuro. Já pouco me interessava. Afinal, elas nunca tinham merecido nada daquilo que eu fizera, não mereciam o meu esforço nem o meu sacrifício.
Parti para Londres. Passei os melhores cinco dias de sempre. Visitámos os locais mais esplendorosos, corremos pelos parques que nem loucos, rimos até não poder mais, bebemos para evitar lembrar o que não fazia falta, e acima de tudo amámo-nos como dois amantes vigorosos.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.