Olá meus amores
desculpem nao andar a postar com mt frequencia
Obrigado por tds os maravilhosos comentários
Será que o frio algum dia se iria embora?
Será que a dor alguma vez abandonaria o meu corpo?
Será que o torpor abandonaria o meu cérebro caso eu o desfizesse em mil pedacinhos?
As perguntas repetiam-se.
Porquê? Porquê eu? Porquê sempre eu? Será que algum dia terei paz? Será que algum dia serei amada novamente? Que razão tenho para continuar a respirar?
Todas perguntas às quais as respostas pareciam estar a anos-luz da minha singela e ordinária existência.
Sentimentos perdidos na vastidão de um oceano abandonado, de um Pantalassa destruído, de um mundo corrompido pela estupidez humana.
A Mágoa, a Angústia e a Desespero tinham sido as minhas únicas e silenciosas companheiras de apartamento, nestes últimos movimentos de rotação que o meu coração tinha efectuado em torno de si próprio.
O suicídio assemelhava-se-me a uma doce e apetecível guloseima. Emanava um perfume, um misto de caramelo, chocolate e rosas, cremoso, fluído e extremamente agradável.
Acabar com todo o sofrimento numa só rajada de sangue e dor. Um simples golpe certeiro, uma lâmina afiada num corpo há muito obediente.
Sumir por entre sombras incorpóreas, chamas desprovidas de calor e momentos marcantes, que permaneceriam na minha memória até ao fim dos tempos. Até que um demónio maldito arrancasse a pequena alma que dava vida ao meu precioso diário e apagasse todos as alegrias que ainda la restavam.
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